O Sindaspi foi fundado em 29 de outubro de 1988, após a promulgação da Constituição de 1988, que passou a permitir a livre organização dos servidores públicos e funcionários das empresas públicas.

Em 12 de abril de 1990, depois de quase três anos de luta o Sindicato teve reconhecido seu registro no Ministério do Trabalho. Transformou-se em SINDASPI/SC, englobando a base do Sepesc- Sindicato dos Empregados nas Empresas de Assessoramento, Perícia, Informações e Pesquisa de Santa Catarina e o Sindasp- Sindicato dos Trabalhadores em Empresas e Órgãos de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa e Planejamento Agropecuário e Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Santa Catarina, que em assembléia conjunta, realizada no dia 24 de março, decidiram pela unificação.

De lá para cá, o Sindaspi manteve os princípios que originaram sua fundação e a construção, a partir da organização das áreas pública e privada, levou o Sindaspi a ser o que é hoje: um sindicato cidadão, intransigente na defesa dos trabalhadores, mas que se coloca também como mais um instrumento de intervenção na busca de uma sociedade justa e democrática.

Com o lema “Sindicato é cada um de nós”, o SINDASPI/SC foi construído em todas as regiões do estado. Hoje, conta cerca de 1.400 filiados, fecha três Convenções Coletivas de Trabalho e oito Acordos Coletivos de Trabalho. Na área pública são 3.076 trabalhadores representados e na área privada aproximadamente 12 mil. Com o apoio da sede, quatro delegacias regionais dão o atendimento necessário aos associados.

É uma história de grandes lutas: nas campanhas salariais; contra as privatizações e em defesa do serviço público; promovendo debates sobre ATER; mobilizando contra a flexibilização do trabalho, contra a implantação de banco de horas e contrato temporário de trabalho; contra perseguições e transferências políticas nas Empresas da Agricultura.

Com vitórias, derrotas e muitas polêmicas o SINDASPI/SC nunca se esquivou ao debate, por mais polêmicos, desde que sejam em defesa da classe trabalhadora e dos excluídos deste país.

Hoje, o Sindaspi está mais forte e preparado para contribuir na construção de uma nova sociedade.
E é essa a proposta que continuará levando para todos os trabalhadores da sua base

 

Breve memória dos Congressos do SINDASPI/SC

Introdução

Os Congressos do SINDASPI/SC sempre se pautaram na definição de políticas de intervenção junto às bases no sentido de valorização dos trabalhadores e das instituições aos quais estão vinculados. Outro papel não menos importante é a intervenção junto às demais organizações da sociedade que lutam por uma sociedade justa, humana e igualitária.
O SINDASPI/SC vem reafirmando historicamente seu compromisso de fortalecimento da democracia interna, tendo como princípios fundamentais a transparência, o debate, a estrutura horizontalizada e sua intransigência na defesa dos interesses da categoria e da classe trabalhadora.

São objetivos dos Congressos:
1. Discutir as linhas de atuação do Sindicato para o próximo período, geralmente coincidindo com uma nova gestão;
2. Propiciar a seus ASSOCIADOS debates e capacitação teórico/ organizativa sobre temas relevantes da conjuntura contemporânea.

Antecedentes Históricos:

  • I Congresso foi realizado em Florianópolis, de 2 a 4 de agosto de 1996, onde foi enfocado o tema “Cidadania e Sustentabilidade”.
  • II Congresso ocorreu em Lages, entre os dias 7 e 8 de agosto de 1999. O tema escolhido foi “Raízes Culturais e Soberania”.
  • III Congresso do SINDASPI/SC, com o tema “Desenvolvimento e Soberania”, reuniu centenas de associados em Curitibanos/SC, nos dias 5 e 6 de julho de 2002. (Conferir as principais diretrizes, presentes no anexo IV).
  • IV Congresso do SINDASPI/SC, com o tema “Transformações no Mundo do Trabalho” foi realizado na cidade de Laguna – SC, no período de 21 a 23 de julho de 2005. (Conferir as principais diretrizes, presentes no anexo V).



CARTA DE LAGUNA

Os participantes do IV Congresso Estadual do SINDASPI, realizado na cidade de Laguna – SC, no período de 21 a 23 de julho de 2005, com objetivo de discutir as linhas de atuação do Sindicato para o próximo período, manifestam que:
Os congressos do SINDASPI sempre se pautaram na definição de políticas de intervenção junto às bases no sentido de valorização dos trabalhadores e das instituições aos quais estão vinculados. Outro papel não menos importante é a intervenção junto às demais organizações da sociedade que lutam por uma sociedade justa, humana e igualitária.
O SINDASPI reafirma seu compromisso de fortalecimento da democracia interna, tendo como princípios fundamentais a transparência, o debate, a estrutura horizontalizada e sua intransigência na defesa dos interesses da categoria e da classe trabalhadora.
O IV Congresso, com a temática “As Transformações no Mundo do Trabalho”, buscou aprofundar as origens e as implicações destas junto a classe trabalhadora. A história está demonstrando que os resultados são: uma maior acumulação dos lucros do grande capital; a precarização das condições de trabalho e a redução de direitos da classe trabalhadora. Da mesma forma os trabalhadores incluíram novas bandeiras nas suas lutas, o que impediu que a classe sofresse perdas ainda maiores.
Nas relações de trabalho o SINDASPI deve primar pela ética nas relações individuais e coletivas. O Congresso aponta que cada trabalhador não deve compactuar com qualquer situação de assédio moral, denunciando e solidarizando-se com os atingidos. O Sindicato deve construir políticas de formação e defesa do trabalhador, ao mesmo tempo em que se alia com outras organizações na luta pelo combate ao assédio.
Em relação às reformas sindical e trabalhista, reafirma-se a não concordância da forma como as mesmas têm sido construídas, excluindo as organizações de base do debate. Os participantes do IV Congresso entendem que há necessidade de construir uma nova proposta de reforma sindical, que tenha como princípio o fortalecimento dos sindicatos autênticos, que verdadeiramente representem a classe trabalhadora. A reforma trabalhista deverá ser construída pelos trabalhadores para ampliar os seus direitos, principalmente daqueles que estão na informalidade.
Os participantes do IV Congresso reiteram seu compromisso de manutenção e edificação da proposta de um sindicato cidadão que contemple as demandas da categoria e ao mesmo tempo se integre aos demais trabalhadores e suas organizações na construção de um projeto de desenvolvimento para o conjunto dos trabalhadores e da sociedade. Defendemos ainda um país sem corrupção, com ética na política, e que qualquer ato de corrupção seja exemplarmente punido.

Laguna, SC em 23 de julho de 2005.