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BLOG SINDASPI-SC


15/04/2026 | Artigos

Troca de dirigentes na Epagri: gestão técnica ou manobra eleitoral?

Recentemente, os trabalhadores da Epagri foram surpreendidos com a notícia da abrupta exoneração do diretor de pesquisa da empresa. Em princípio, mudanças de equipe acontecem e fazem parte da dinâmica de qualquer empresa, seja pública ou privada.
Contudo, informações de bastidores obtidas pelo Sindaspi dão conta de que essa mudança se deu não por ineficiência ou inadequação do referido dirigente às diretrizes da atual gestão, mas como resultado dos arranjos pré-eleitorais em curso. Mudanças em outros cargos, acontecidas alguns dias antes, também parecem ter essa característica.
É importante lembrar que a Epagri e as demais empresas públicas são patrimônio da sociedade catarinense e a ela devem servir. Cargos de direção têm por finalidade possibilitar a gestão das empresas e não devem ser usadas como moedas de troca eleitoral ou mecanismos de coação de adversários.
Aliás, o governador Jorginho faria mais pela sua própria campanha se valorizasse, de fato, os trabalhadores das empresas públicas da agricultura. Esses profissionais esperam, há muito tempo, a apresentação de propostas decentes de Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) que valorizem quem ajuda a construir um dos principais pilares da economia deste estado. Contudo, o que temos até o momento são promessas e sinalizações confusas, que não atendem às expectativas dos trabalhadores.
A troca de dirigentes por critérios meramente políticos, sem qualquer avaliação técnica ou de resultados, compromete a continuidade de projetos estratégicos e instaura um clima de insegurança institucional. Funcionários de carreira, que dedicam anos à pesquisa e à fiscalização, veem suas lideranças serem substituídas como peças num tabuleiro de interesses passageiros.
Diante disso, o Sindaspi vem a público cobrar do governador respeito à função social dessas empresas e aos seus quadros técnicos. Não se pode naturalizar que cargos de confiança se tornem prêmios de apoio político ou instrumentos de barganha nas vésperas de eleição. O que os trabalhadores esperam é gestão séria, diálogo efetivo e, sobretudo, a valorização por meio de um PCCS digno e justo.