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CIDASC apresenta proposta de PCCS aos sindicatos sob pressão do calendário eleitoral

FLORIANÓPOLIS – Em resposta à mobilização do comando unificado dos trabalhadores da agricultura, a diretoria da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) realizou, nesta semana, a reunião de apresentação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O encontro foi marcado pela urgência técnica, dado que o prazo para a implementação da medida é o início de abril.
Ausência da Presidência e Condução Técnica
A reunião, solicitada pelo comando unificado que representa os trabalhadores das empresas públicas do setor agrícola catarinense, não contou com a presença da presidente da companhia, Celles Regina de Matos. A assessoria da presidência justificou a ausência informando que a gestora passou por um procedimento odontológico, agendado previamente.
A condução dos trabalhos e o detalhamento do plano ficaram a cargo de representantes da diretoria da CIDASC. Foram eles os responsáveis por responder aos questionamentos e esclarecer dúvidas técnicas levantadas pelas lideranças sindicais presentes.

Representação Sindical
O encontro reuniu as principais frentes de representação da categoria, garantindo a interlocução direta com diferentes perfis de trabalhadores da companhia:
SINDASPI (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Perícia, Pesquisa e Informações);
SEAGRO (Sindicato dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina);
SINTAGRE (Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Santa Catarina).
Corrida contra o relógio: O fator eleitoral
O ponto central da discussão, além das cláusulas de progressão e tabelas salariais, é o prazo de publicação. Para que o novo PCCS entre em vigor ainda este ano, o documento precisa ser oficializado até o início de abril.
Nota de Contexto: A legislação eleitoral impede alterações em planos de cargos e salários que impliquem aumento de despesas ou reestruturações específicas nos meses que antecedem o pleito. Caso o governo não cumpra o cronograma nas próximas semanas, a implementação poderá ser travada legalmente, adiando a conquista da categoria.
Os sindicatos agora analisam os termos apresentados para garantir que as demandas dos trabalhadores tenham sido contempladas antes que a janela de publicação se encerre.

