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Trabalhadores da Cidasc intensificam mobilização contra mudança de escala e aguardam audiência no MPT

Mobilizados em diversos postos de Santa Catarina, servidores realizam "operação padrão" em defesa da jornada 24x96; nova rodada de negociação ocorre nesta tarde em Florianópolis.
SANTA CATARINA – O clima é de tensão e expectativa nas barreiras sanitárias e unidades da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Desde ontem (4), trabalhadores de diversas regiões do estado iniciaram uma mobilização coordenada contra a intenção da diretoria de alterar o regime de trabalho da categoria.

Com cartazes e faixas em defesa da manutenção da escala 24x96 (24 horas de trabalho por 96 de descanso), os servidores deflagraram uma operação padrão. O movimento é uma resposta direta à resolução da empresa que prevê a implantação da jornada de 12x36, modelo que, segundo o sindicato, prejudica a logística e a saúde dos trabalhadores.

Impasse nas Negociações
O cerne do conflito reside na adaptação da vida funcional e financeira dos servidores ao modelo atual. Segundo o SINDASPI, sindicato que representa a categoria, qualquer alteração que reduza o tempo de descanso ou impacte os vencimentos é considerada inaceitável.
A empresa, por sua vez, sinalizou uma leve flexibilização em relação à proposta inicial de 12x36, mas as alternativas apresentadas ainda não agradam:
Unidades Móveis: Proposta de 12x60.
Barreiras Fixas: Proposta de 12x72.
"Os trabalhadores já estão adaptados ao fluxo da 24x96. A categoria espera que a empresa apresente uma alternativa real que não resulte em perdas salariais ou desgaste físico excessivo", afirma a liderança sindical.

Audiência Decisiva
O próximo capítulo dessa disputa ocorre hoje, dia 5, às 14 horas, na capital catarinense. Uma segunda audiência de conciliação está marcada junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Uma comissão formada por representantes de diversas localidades do estado, liderada pelo SINDASPI, acompanhará a reunião. O objetivo é pressionar a Cidasc por uma proposta que respeite as especificidades do trabalho de fiscalização agropecuária, essencial para a manutenção dos status sanitários que garantem as exportações de Santa Catarina.

Até o fechamento desta edição, a mobilização nos postos de fiscalização permanecia ativa, com o indicativo de que o movimento pode ser ampliado caso não haja avanço significativo na audiência desta tarde.

