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Trabalhadores da CIDASC mantêm Estado de Greve; Justiça adia decisão sobre escalas para após mediação no MPT

SANTA CATARINA – O clima de mobilização segue intenso entre os trabalhadores da CIDASC. Em audiência realizada na 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis, a Justiça decidiu adiar a definição sobre as alterações nas escalas de trabalho. A decisão judicial agora aguarda o desfecho de uma reunião de mediação agendada no Ministério Público do Trabalho (MPT) para o próximo dia 31. Até lá, a categoria permanece em Estado de Greve, em alerta máximo contra a retirada de direitos históricos.
A Luta Central: Defesa da Escala 24x96
A principal bandeira de luta da categoria é a manutenção da escala de 24 horas de trabalho por 96 horas de descanso (24x96). Para o SINDASPI/SC e os trabalhadores, essa jornada é fundamental para garantir o descanso adequado dos fiscais e auxiliares, que atuam na linha de frente da defesa agropecuária catarinense. A tentativa da empresa de alterar esse regime é vista como um retrocesso que desestrutura a vida familiar e profissional dos servidores.
Incertezas e Riscos nas Unidades Móveis
Um ponto de profunda preocupação relatado pela categoria diz respeito às novas unidades móveis de fiscalização que a CIDASC pretende implantar. Até o momento, a empresa não apresentou diretrizes claras sobre as condições de trabalho nestas estruturas itinerantes.
A falta de planejamento é alarmante, especialmente no que tange às condições específicas para as mulheres. Não há orientações sobre:
Estrutura de banheiros e higiene básica;
Segurança em locais isolados;
Privacidade e ergonomia adequadas ao público feminino.
"Implantar unidades móveis sem garantir a dignidade básica das trabalhadoras é uma negligência grave. Não aceitaremos que a modernização tecnológica da empresa seja feita à custa da precariedade laboral", afirma a direção do Sindicato.
Propostas da Categoria: Integração e Suporte
Diferente do que tenta transparecer a gestão, os trabalhadores não são contrários à inovação, mas exigem que ela ocorra com respeito aos direitos. Entre as propostas apresentadas pela categoria para solucionar o impasse, destacam-se:
Integração Estratégica: Que o sistema móvel não substitua, mas sim integre-se aos postos fixos de fiscalização, funcionando como um braço de apoio operacional.
Manutenção do Regime de Trabalho: A aplicação da escala 24x96 também para as operações ligadas às unidades móveis.
Suporte Logístico: Garantia de que as unidades móveis tenham uma base fixa de apoio que ofereça infraestrutura digna (alimentação, descanso e higiene).
Próximos Passos
O SINDASPI/SC reforça a convocação para que todos os trabalhadores da CIDASC sigam mobilizados. O resultado da mediação no MPT, no dia 31, será determinante para os rumos do movimento.
A categoria segue unida: em defesa da escala, pela dignidade das mulheres e contra o desmonte das condições de trabalho.

