BLOG SINDASPI-SC
Trabalhadores do Icasa rejeitam proposta da diretoria e apresentam nova contraproposta.

Em assembleia virtual realizada na manhã desta quinta-feira (16), os trabalhadores do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), representados pelo SINDASPISC, decidiram recusar a proposta de acordo coletivo apresentada pela diretoria da entidade. O encontro reuniu mais de 230 participantes em intenso debate.
A categoria considerou os índices oferecidos insuficientes para cobrir o aumento do custo de vida e aprovou, de forma democrática, uma nova contraproposta que será formalizada e enviada à gestão do Instituto nos próximos dias.
O ponto central da rejeição foi o entendimento de que a proposta da diretoria não repõe o poder de compra perdido pelos funcionários nos últimos anos. Os trabalhadores destacaram que a diferença entre o que foi oferecido e o que é pleiteado representa um ajuste necessário para a subsistência básica, especialmente nas frentes de alimentação e assistência familiar.

A proposta rejeitada pelos trabalhadores previa reajuste salarial de 5,42%, vale-alimentação de R$ 58,00 e auxílio-creche de R$ 341,00. Após debates sobre as perdas inflacionárias e as necessidades da classe, os trabalhadores decidiram em votação não aceitar esses índices.
Na mesma reunião, a assembleia definiu os novos valores em contraproposta que será encaminhada formalmente à diretoria do Icasa nos próximos dias. Reajuste salarial pleiteado de 6,00%, vale-alimentação de R$ 60,00 reais e auxílio-creche de R$ 350,00 reais.
Com a negativa da categoria e a formulação dos novos termos, o SINDASPISC aguarda um posicionamento célere por parte da diretoria do Icasa. O objetivo do sindicato é reabrir os canais de negociação de forma imediata para alcançar um consenso que valorize o corpo técnico do instituto, evitando o desgaste das relações trabalhistas.
A representação sindical reforça que a busca por melhorias não visa prejudicar as atividades de sanidade agropecuária no estado de Santa Catarina, que são consideradas essenciais, mas sim garantir que o serviço continue sendo prestado por profissionais motivados e devidamente valorizados.

