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31/10/2013 | Educação / Cultura

Centro Cultural Escrava Anastácia lança nova logomarca nesta sexta-feira

O Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA), fundado em 1998, em Florianópolis, com atuação nas áreas assistencial, social, de garantia de direitos, cultural e esportiva, lança nesta sexta-feira, dia 1º de novembro, na Rua Tolentino de Carvalho, 1, em Balneário, no Estreito, a nova logomarca, criada pelo designer Renato Rizzaro. Ela também está estampada em um enorme grafite feito pelo artista Rodrigo Rizo na parede de entrada da nova sede. Segundo Rizo, este é o maior grafite realizado na Capital. A solenidade será às 15 horas, na sala de eventos da nova sede do CCEA.

 

O CCEA atende anualmente mais de 2 mil crianças, jovens, adultos e idosos em projetos e programas como Jovem Aprendiz, Incubadora Popular de Empreendimentos Solidários, Casa de Convivência do Monte Serrat, Procurando Caminho, Centro de Referência em Direitos Humanos, entre outros. Segundo o padre Vilson Groh, presidente de honra e um dos idealizadores do CCEA, “os projetos se multiplicaram e buscam a ativação de políticas públicas que viabilizem a geração de oportunidades para as juventudes das periferias, para que seja possível a construção de uma sociedade mais justa e menos violenta”.

 

Um dos maiores desafios é justamente o projeto Procurando Caminho, que trabalha com mais de uma centena de jovens das áreas mais comprometidas com o narcotráfico e a violência, e que iniciam as atividades no projeto através de esportes e aventura e, gradativamente, reconstroem as suas relações com a família, a comunidade, a escola e o mundo do trabalho.

 

Para Nadir Esperança Azibeiro, coordenadora Político-Pedagógica, “a nova logomarca não é apenas uma imagem, mas uma mudança de enfoque para dar mais visibilidade a mais de uma dezena de projetos que têm uma mesma matriz político-pedagógica, com a missão de empoderar sujeitos individuais e coletivos das comunidades empobrecidas, buscando a sua inserção social por meio de processos educativos que possibilitem o aumento da autoestima, da capacidade de leitura e compreensão da realidade sócio-cultural, e do compromisso comunitário e cidadão”.

 

O atual presidente do CCEA, Eriberto Meurer, explica que o Centro Cultural nasceu no Monte Serrat, no Maciço do Morro da Cruz, região central da Capital, “a partir da intuição de um grupo de mulheres, negras em sua maioria, que tinha como preocupação encontrar alternativas para que seus filhos e filhas não ficassem entregues aos apelos do tráfico e da criminalidade”.  

 

Atualmente, o CCEA possui oito endereços espalhados por Florianópolis e que dão sustentação a vários projetos. O Grupo Rosário de Luz, por exemplo, é formado por mulheres da terceira idade da comunidade do Monte Serrat, que busca ressignificar o processo de envelhecimento, através de palestras, atendimento de saúde, jogos lúdicos, atividades manuais e passeios.

 

Para a coordenadora Geral Ivone Maria Perassa, o CCEA não quer executar serviços ou políticas sociais que o Estado não dá conta, mas sim, “organizar um movimento da sociedade civil para implementar processos que apoiem o aumento da consciência dos direitos e o envolvimento na conquista de políticas públicas que deem oportunidades aos setores mais vulneráveis”. Ao mesmo tempo, o CCEA participa dos espaços de controle social e gestão das políticas, “para ampliar o acesso aos direitos e à participação efetiva da sociedade na gestão dessas políticas públicas”.

 

 

Mais informações
Celso Vicenzi – 9961-9221 (vicenzi@newsite.com.br)

Luiz Gabriel Angenot – 9158-7644 (luiz.gabriel@ccea.org.br)