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16/01/2019 | Geral

ARMA DE FOGO. TENHO COMO COMPRAR?

“Bandido bom é bandido morto!”

Com essa frase que em toda campanha eleitoral Bolsonaro fez seus eleitores acreditarem que poderiam sair por aí atirando para todo lado. A maioria dos desavisados acha que é só ir em uma loja de armas comprar a sua e voltar para casa assim como vamos no mercado e compramos 1kg de arroz.

Presidente Bolsonaro acaba de assinar Decreto que flexibiliza compra de armas de fogo no Brasil. Em um país onde a maioria do povo vive com um salário mínimo, conseguir a posse somente se o governo fizer um projeto chamado de “minha arma minha vida”. Nos meros mortais, brasileiros que temos no orçamento mensal, água, luz, material escolar, aluguel, alimentação e tantas outras despesas infelizmente ou felizmente não terão a oportunidade de comprar uma. O preço das armas, munições, cursos de tiros e ainda passar por entrevista com o psicólogo da Polícia Federal (será que passaríamos por esta?). Isso possibilitaria apenas uma pequena parcela da sociedade usufruir, e a outra parte ficaria como?

Estudos comprovam que armar a população aumenta o número de homicídios, será que não estamos caindo no conto da sereia? Manter uma arma em casa é uma segurança ou insegurança? Pois seu filho em uma brincadeira pode acabar causando uma tragédia na família (assim como vários que vemos em notícias). Um descuido qualquer, uma emoção alterada, depressão, despreparo e tantos outros motivos banais poderão tirar a vida de muita gente inocente nesse processo.

O discurso de ódio, sensação de proteção, informações nas redes sociais desencontradas, conseguiram abrir precedentes a discussão em ter posse de armas.

No seu discurso Bolsonaro declarou: “O povo decidiu por comprar armas e munições e nós não podemos negar o que o povo quis nesse momento". ....Mas qual povo?........ Há controvérsias, pois pesquisa divulgada pelo Jornal Datafolha (entrevistadas 2.077 pessoas em 130 municípios em todas as regiões do país, nos dias 18 e 19 de dezembro 2018), “Os brasileiros que se declaram contrários à liberação da posse de armas de fogo atingiu 61% em dezembro. De acordo com os entrevistados, a posse deve ser proibida “pois representa ameaça à vida de outras pessoas”.

Caso morrermos por tropeçarmos em alguém na rua? Se morrermos por usar a buzina no trânsito? Se morrermos por discordar da opinião do outro?  Caso matarmos alguém? Perante a lei como seremos considerados? ... Bandidos? Alguém já pensou nisso?

Fabio Cazuni

Coordenação de Comunicação