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BLOG SINDASPI-SC


15/02/2018 | Movimentos Sindicais

Presidente da CUT/SC critica reforma da Previdência e conclama para atos dia 19

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Santa Catarina, Ana Júlia Rodrigues, utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, em intervalo da sessão ordinária desta quinta-feira (15), para questionar os argumentos governamentais sobre a reforma da Previdência. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que altera regras da seguridade social, está pronta para ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“O golpe que levou governo Temer ao poder apresenta todos os dias retirada de direitos dos trabalhadores. Passamos pela reforma trabalhista, pela terceirização e hoje vivemos o ataque à previdência pública, propagandeado pelo governo como sendo a melhor coisa para os trabalhadores. Sabemos que isso não é verdade. A reforma não ataca os privilegiados, aqueles que recebem os melhores salários, mas os trabalhadores”, discursou Ana Júlia. A líder sindical frisou que receber salário mínimo não é privilégio. “Temer continuará ganhando sua aposentadoria de R$ 45 mil. Meirelles continuará recebendo R$ 250 mil de aposentadoria. Isso sim é privilégio.”

Conforme a sindicalista, o governo Temer já liberou milhões em dinheiro para comprar o apoio de deputados e senadores e gasta outros milhões nos meios de comunicação “para fazer propaganda enganosa”. Enquanto isso, se mantém conivente com os grandes devedores da Previdência. “A CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Previdência constatou R$ 500 bilhões em dívida. Esse é o valor que o governo deixou de arrecadar nos últimos 15 anos. Os trabalhadores não devem para a Previdência, quem mais deve são as grandes empresas e os bancos”, disse Ana Júlia. Na avaliação dela, o maior problema da previdência não é déficit, mas má gestão e anistia da sonegação.

Pelas novas regras previstas na PEC, nenhum trabalhador atingirá a idade mínima e o tempo de contribuição para se aposentar com o benefício integral, de acordo com Ana Júlia, que citou as mulheres e os trabalhadores da agricultura familiar entre os mais prejudicados pelas mudanças. “A reforma vai aumentar ainda mais a pobreza. Municípios pequenos vão falir porque têm na Previdência a principal fonte de recursos em circulação.”

No final de seu pronunciamento, Ana Júlia informou que ocorrerá greve nacional na próxima segunda-feira (19) e convocou trabalhadores e trabalhadoras a participarem de atos de protesto que ocorrerão nos principais municípios do estado.

Opinião dos parlamentares
O deputado Roberto Salum (PRB) disse que o brasileiro tem dificuldade de entender quais serão os ganhos e as perdas com a reforma em andamento e disse que ele mesmo gostaria de saber como será impactado pelas medidas.

O líder do PT, deputado Dirceu Dresch, autor do ofício que possibilitou a participação da presidente da CUT/SC na sessão, afirmou que a mobilização da próxima segunda-feira é o único caminho. “As manifestações no carnaval mostraram que a sociedade não está aceitando essas mudanças. Para acabar com os privilégios é preciso começar por cima.” O deputado afirmou que a reforma não é séria porque não mexe nas altas aposentadorias do Judiciário e dos oficiais militares. “É preciso defender com unhas e dentes os nossos agricultores e as mulheres, que serão os mais prejudicados com isso que não chamo de reforma, mas de destruição, porque reforma é feita para melhorar.” Dresch sugeriu que a sociedade cobre posição dos deputados federais catarinenses que querem votar favoravelmente à proposta.

Neodi Saretta (PT) acrescentou que as mulheres, as mais prejudicadas com a reforma da Previdência, estão na linha de frente nas mobilizações e disse que o carnaval, “ao contrário de anestesiar o povo, foi um estimulante para demonstrar a insatisfação popular com o rumo que as coisas estão tomando no Brasil”.

Por Lisandrea Costa, da Agência Alesc