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Florianópolis terá Centro de Referência e Apoio ao imigrante e refugiado
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O secretário Nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional pra Refugiados, Beto Vasconcellos, diz que o Centro será uma unidade pública que fará um acolhimento de passagem, indicará como e quais serviços públicos federal, estaduais e municipais os imigrantes podem e devem acessar, além de prestar auxílios jurídico, social e psicológico especializados. Segundo ele, no convênio que tem prazo inicial de dois anos com possibilidade de continuidade, o governo federal está investindo mais de hum milhão de reais e os governos estadual e municipal participarão com imóvel, equipamento e com servidores.
No entanto, o governo estadual pretende terceirizar sua administração. De acordo com Ivone Maria Perazza, gerente de políticas públicas da Secretaria Estadual de Assistência Social, agora inicia-se uma etapa burocrática. Após uma série de conversas com a sociedade civil será definido o local e depois será aberto um processo de licitação para se definir qual a entidade ou organização vai executar de maneira direta o trabalho. A ideia é que até meados de março as portas do Centro estejam abertas. Ela ressalta que outro objetivo do Centro é orientar, ajudar os municípios a desenvolverem as suas ações, assim como orientar as empresas sobre as dificuldades em se relacionar com os estrangeiros. O coordenador do Sindaspi, Dornelles Pozzobon, e representantes de entidades participantes do Grupo de Apoio ao Imigrante e Refugiados em Florianópolis estiveram presentes na cerimônia de assinatura do Convênio. Em 2015 o foco do Grupo foi a criação do Centro e em 2016, o foco é trabalhar na legalização de documentos e na regulamentação de textos juramentados do Estado, de acordo com Marcel Salomon, assessor do Presidente da Comissão de DH da Alesc, Dirceu Dresch.
Segundo o secretário nacional de Justiça, o objetivo do Governo é ter uma política de imigração articulada e transformar a rota migratória em rota humanitária. Beto Vasconcelos chama a atenção para o fato de que o Brasil surgiu por práticas migratórias e por isso comportamentos preconceituosos de racismo e xenofobia são inadmissíveis. No final do ano passado, o Governo brasileiro concedeu visto provisório de dois anos a 44 mil haitianos. Estima-se que no país tenham chegado 75 mil imigrantes vindos do Haiti desde 2010.
Cartilha Além da barreira da língua, os imigrantes haitianos enfrentam dificuldades em validar documentos escolares e de trabalho, além da moradia e da saúde. Com o apoio de órgãos públicos, o Centro de Pesquisa de relações internacionais da UFSC está produzindo uma cartilha para auxiliar os imigrantes a procurarem os órgãos e serviços públicos condizentes com suas necessidades. A cartilha está sendo traduzida para os idiomas espanhol, inglês, francês, árabe e creole. Procurado pelo haitiano Clearence Chery que relatou problemas e dúvidas a respeito da legislação trabalista brasileira, o SINDASPI contou com sua assessoria jurídica e realizou dois debates sobre direitos trabalhistas com imigrantes do Haiti, em 2015, no auditório da nova sede.
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