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BLOG SINDASPI-SC


06/04/2017 | Notícias Base Pública Epagri e Cidasc

Coreia do Sul autoriza importação de carne suína e visita Santa Catarina em maio

 

Com a retomada das importações de carne do Estado devemos lembrar novamente a importância do papel dos trabalhadores catarinenses. Acompanhamos o trabalho de referência realizado pelos trabalhadores na Cidasc, que garantiram, por exemplo, o Status de Estado Livre de Febre Aftosa sem vacinação, possibilitando a exportação de carnes para mais de 150 países.

No entanto, todas essas riquezas rendem muito aos empresários do setor e principalmente aos estrangeiros já que essas grandes indústrias agropecuárias denunciadas têm maior parte de capital estrangeiro. Enquanto isso, os trabalhadores nas empresas, responsáveis pela fiscalização e sanidade animal e vegetal e pelas pesquisas e extensão rural, ficam a ver navios a cada data-base, pois desde muitos anos, não conseguem aumento real aos seus ganhos salariais. Em 2016, nem o INPC integral conseguiriam garantir se não fosse a luta das categorias.

A questão da segurança alimentar vem sendo cobrada há anos pelos Sindaspi/SC, pois sabemos que em contrapartida temos a agroecologia, na qual empresas como a Epagri, tem um papel fundamental no auxílio, na pesquisa e no trabalho dos pequenos produtores.  Em meio a essa realidade, preocupa o desmonte dessas empresas públicas, de grande importância para a economia e sociedade catarineneses, refletido também no corte de investimentos previstos no orçamento para esse ano de 2017, pois Cidasc e Epagri juntas, vão receber 7% menos do que receberam em 2016. Assim como no fato de o governo descartar emendas à Lei do Orçamento que incluiriam campanhas em prol da agricultura familiar, cisternas e outros materiais em benefício à agricultura familiar. Ao mesmo tempo, a portaria nº 56/2016 (SAR), por exemplo, é mais uma afronta ao papel que a Cidasc exerce na fiscalização e que dará mais poderes ao meio empresarial fiscalizar seus próprios produtos.

Por tudo isso, defendemos veementemente a valorização das empresas na Agricultura de Santa Catarina: Epagri, Cidasc e Ceasa. Uma das bandeiras deste sindicato visa a defesa destas empresas públicas e de seus funcionários, buscando aumentar o Orçamento da Secretaria da Agricultura e Pesca. A Campanha Salarial está aí e é hora do governo do estado valorizar estes trabalhadores na Agricultura Catarinense.

 

Fonte: ACOM – Jornalista Cristiane Mohr

 

Coreia do Sul autoriza importação de carne suína catarinense

 

O governo da Coreia do Sul autorizou no dia 4 de abril, a importação da carne suína catarinense. A confirmação foi dada pelo ministro Blairo Maggi, após reunião com representantes do país asiático, que é o quinto maior importador de carne suína do mundo. No mês de maio, Santa Catarina vai receber uma missão técnica para validação dos frigoríficos habilitados e assim iniciar os embarques de carne suína.

O governador Raimundo Colombo comemorou a decisão. “Isso ajuda na nossa economia e no momento crítico que nós vivemos na questão da carne. Mostra a confiança e reconhece o trabalho de todos os catarinenses, sejam eles técnicos, produtores, indústrias e empreendedores. É um momento importante e um gesto de confiança com o nosso país e com o nosso Estado”.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, esta é mais uma conquista importante de uma negociação que já dura 10 anos. “O nosso status sanitário diferenciado foi decisivo. Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela excelência sanitária de seus rebanhos, sendo o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”.

Na última semana, técnicos da Agência de Quarentena Animal e de Plantas da Coreia do Sul sinalizaram que vêm a Santa Catarina em missão técnica de inspeção aos produtores de carne suína entre os dias 10 e 27 de maio. A visita marcará o início da última etapa de abertura do mercado sul-coreano para os produtos da suinocultura catarinense. A delegação incluirá a equipe Ministério da Segurança de Alimentos e Medicamentos do país asiático.

As inspeções e a habilitação dos fornecedores fazem parte da última etapa do processo de abertura de mercado, em paralelo com as consultas bilaterais sobre o modelo de certificado sanitário com base nos requisitos aprovados.

Em março, o Ministério da Agricultura, Alimentos e Assuntos Rurais da Coreia abriu para consulta pública a minuta de requisitos sanitários negociados com o Brasil referentes à abertura do mercado à carne suína. A aprovação da minuta por empresas e entidades e o público em geral levaram à promulgação dos requisitos na Coreia do Sul, finalizando a sétima das oito etapas da abertura do mercado.

Suinocultura

A suinocultura catarinense fechou 2016 com uma produção de 969 mil toneladas, sendo que 28,3% foi destinado à exportação e 71,7% atendeu ao mercado interno. O Estado respondeu por 38% de toda carne suína exportada pelo país e faturou US$ 555,2 milhões. Os principais destinos foram países como Rússia, China e Hong Kong.

 

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina / Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

 

Charge: Frank Maia