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Colombo anuncia medida que impede novos aumentos aos servidores públicos estaduais

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Segundo a matéria publicada hoje, 12/04/16, no Jornal Notícias do Dia, "a folha de pagamento do Poder Executivo teve aumento de R$ 4,7 bilhões entre 2011 e 2015, o que representa um acréscimo de 100,94% contra o INPC de 40,57% no mesmo período".
Agora resta saber para quem foi este reajuste que o governo alega ter repassado? Pois, os servidores da Agricultura não receberam. O reajuste dos trabalhadores nas empresas públicas Epagri e Cidasc neste período foi de 33,1%, portanto abaixo do INPC e muito muito aquém do tal acréscimo de 100,94% apresentados pelo governo. Mais uma vez, o governo distorce os valores para a imprensa, e a mesma, que ainda não aprendeu a fazer o dever de casa, de questionar os dois lados da notícia, não buscou os sindicatos para saber o outro lado da história. A campanha salarial deste ano já começa com golpes contra o trabalhador e promete ser árdua! Sem união da categoria será díficil avançarmos! Participe das ações do Sindaspi e mantenha-se informado.
LEIA ABAIXO A NOTÍCIA PUBLICADA NO JORNAL ND
O governador Raimundo Colombo e o vice-governador Eduardo Pinho Moreira promoveram reunião com o colegiado pleno na manhã desta terça-feira (12) para tratar de medidas de enfrentamento à crise econômica nacional e anunciar uma resolução do Grupo Gestor de Governo para barrar novas concessões de aumentos salariais a servidores públicos estaduais até o final deste ano.
A meta é evitar o crescimento além do previsto para a folha de pagamento, cujos gastos têm beirado o limite legal da Lei de Responsabilidade Fiscal. A decisão é motivada, além da crise econômica, pela pressão de sindicatos de diversas categorias. A medida foi assinada nesta terça e entra em vigor a partir de agora, valendo até o final de dezembro deste ano. Os reajustes já acertados ou garantidos por legislação serão mantidos, os novos pedidos é que serão barrados.
“O ano nos desafia, a queda de receita está se acentuando de maneira muito forte. Vamos honrar os aumentos salarias já assegurados. Novos pedidos de aumentos é que não serão concedidos porque a nosso receita não comporta. Não temos dinheiro novo. Vamos ter que segurar isso para não acontecer o que está acontecendo em outros Estados, que é o atraso de pagamentos”, afirmou Colombo.
Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Gavazzoni, o governo concedeu inúmeros aumentos nos últimos tempos, garantindo valorização funcional acima da inflação para todas as áreas e todas as categorias. “Agora em 2016, temos uma folha que vai crescer mais de 10%, exatamente porque estamos pagando várias etapas de aumento para todas as categorias. E a arrecadação de Santa Catarina deve fechar o ano com 1% de crescimento nominal”, destacou.
Folha de pagamento teve aumento de R$ 4,7 bilhões nos últimos anos
Ele disse ainda que o governo está chamando mais de 1,2 mil profissionais em junho (658 na PM, 420 agentes, 66 delegados e 150 auxiliares criminalísticos), o que terá um impacto de R$ 96 milhões por ano. Gavazzoni citou também o projeto que cria o Plano de Carreira dos Agentes Penitenciários e Agentes de Segurança Socioeducativos, que está tramitando na Assembleia Legislativa.
A proposta envolve 3.090 servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania e terá impacto inicial de R$ 18,8 milhões em 2016. A projeção para 2019 é de que o impacto seja de R$ 146,6 milhões. “O governo não tem condições de conceder aumentos ou reajustes como os que estão sendo pedidos. Se fôssemos ceder às pressões estaríamos falando de impacto superior a R$ 1 bilhão a mais na folha do ano”, exemplificou.
O secretário afirmou que Santa Catarina tem conseguido manter as vagas de emprego e é um dos poucos Estados a não aumentar impostos. “Isso não significa que não estejamos em crise. Ainda não chegamos ao estágio do Rio Grande do Sul, que precisará parcelar em nove vezes os salários de março. Mas seria muita irresponsabilidade cogitar aumento salarial num contexto como o atual”, completou.
De acordo com a Secretaria de Estado da Administração, a folha de pagamento do Poder Executivo teve aumento de R$ 4,7 bilhões entre 2011 e 2015, o que representa um acréscimo de 100,94% contra o INPC de 40,57% no mesmo período.
FONTE: Jornal ND - Notícias do Dia |

