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Oposição vai ao embate contra a reforma trabalhista e obstrui sessão
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O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tomou o microfone na senado Fátina e tentou retirar as demais senadoras da mesa, mas sem sucesso. Ele, então suspendeu a sessão e mandou desleigar o som. A transmissão ao vivo também foi suspensa. A temperatura se elevou e alguns parlamentares partiram para a ofensas e o empurra-empurra deu início. “Está encerrada a sessão e não tem som enquanto não sentarmos nesta Mesa. Esta suspensa a sessão”, disse Eunício, que mandou fechar todas as entradas de acesso ao plenário e cercou o lugar de seguranças, proibindo qualquer novo acesso à sala. Ele deixou o local por volta de 12h20, rumo ao gabinete da presidência e disse que a sessão estava encerrada e que, inclusive, as luzes seriam apagadas e microfones desligados. Cinco minutos após, as luzes no plenário foram parcialmente apagadas. O painel eletrônico marcava a presença de 49 dos 81 senadores no plenário. A oposição atua em obstrução para tentar barrar a votação da reforma trabalhista prevista para esta terça-feira. “Não há clima para esta reforma trabalhista”, disse o senador Lindberg Farias (PT/RJ). Antes, as senadoras se revesavam na tribuna discursando contra a aprovação do projeto. “Eu queria saudar a mesa e dizer que esta sessão presidida pelas mulheres é em homenagem às mulheres que estão resistindo à reforma trabalhista ou às mulheres que, se essa reforma for aprovada, perderão seus direitos duramente conquistados na história”, afirmou a Gleise Hoffmann, em discurso na tribuna. “O que nós queremos é mudar esse projeto aqui no Senado”, pede senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), propondo um acordo para que os senadores aprovem as emendas apresentadas ao projeto no acordo com a base aliada, o governo estabeleceu que nenhuma mudança ao texto seria aprovada, para que o projeto não retornasse à Câmara, como estabelece a Constituição. Nem mesmo as alterações apontadas pelo relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), foram admitidas, se limitado a apenas recomendar o veto presidencial. Vanessa lembrou que o projeto foi votado em abril pela Câmara dos Deputados sem que a maioria dos parlamentares soubesse o que era, o que que significa esse projeto. |


Em protesto contra a reforma trabalhista que está sendo votada neste momento pelo Senado, as senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB), Fátima Bezerra (PT-RN) e Gleisi Hoffman (PT-PR) presidiram a sessão como forma de resistir ao retrocesso proposta pelo governo de Michel Temer.