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13/02/2014 | Saúde / Saúde do Trabalhador

Novo estudo associa alimentos transgênicos à leucemia

Um estudo inovador publicado no Journal of Hematology & Thromboembolic Diseases revela potenciais propriedades "leucemogénicas" dos biopesticidas modificados usados na grande maioria das culturas de alimentos transgénicos, avança o PIPOP - Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica, citando o Greenmedinfo.



Uma nova pesquisa de cientistas do Departamento de Genética e Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, no Brasil, indica que os biopesticidas transgênicos conhecidos como Bacillus Thuringensis (Bt) podem contribuir para mutações no sangue, provocando alguns tipos de cancro no sangue, como a leucemia. 



O estudo revelou que diferentes combinações binárias e de doses de toxinas Bt podem atingir células de mamíferos, em particular os glóbulos vermelhos, provocando alterações nestas células vermelhas do sangue. Além disso, as toxinas Bt suprimem a proliferação da medula óssea, criando padrões anormais de linfócitos compatíveis com os identificados em certos tipos de leucemia.



A pesquisa conclui que uma dose muito reduzida desta toxina foi capaz de induzir anemia hipocrómica em cobaias de laboratório, tendo ainda sido detectada no sangue de mulheres que não estavam grávidas, mulheres grávidas e nos seus fetos, no Canadá, cuja exposição terá sido feita através da dieta.



Os investigadores indicam que os cristais de esporos da toxina Bt geneticamente modificada para expressar individualmente os elementos Cry1Aa, Cry1Ab, Cry1Ac ou Cry2A pode causar alguns riscos hematológicos para os vertebrados, aumentando os seus efeitos tóxicos, com a exposição a longo prazo.



Perante estes resultados, a equipa de cientistas lembra que, tendo em conta o aumento do risco de exposição humana e animal a níveis significativos destas toxinas, especialmente através da dieta, a pesquisa sugere que mais estudos são necessários, a fim de esclarecer o mecanismo envolvido na hematotoxicidade encontrada em ratos, para estabelecer os riscos toxicológicos para organismos não-alvo, como os mamíferos, antes de concluir que estes agentes de controlo microbiológico são seguros para animais e humanos.

 

Fonte: Portal de Oncologia