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19/02/2020 | Artigos

Levantamento Mostra Como Mercado se Iludiu Com Paulo Guedes

Final de ano, início de ano, é tempo de renovar promessas. No caso da economia, lançar projeções que passarão longe da realidade. O levantamento a seguir mostra as previsões feitas por economistas do mercado ou de entidades empresariais em dezembro de 2018 e janeiro de 2019 para o ano que se iniciava:

1 – Economia (PIB)
O crescimento do Produto Interno Bruto de 2019 ainda não foi divulgado pelo IBGE. O IBC-Br, calculado pelo Banco Central, mostrou crescimento de modesto 0,89%. Os mais otimistas, hoje, não falam nem em repetir a mediocridade do Governo Temer, com elevação de 1,3%. A Confederação Nacional da Indústria estimava para 2019 alta de 2,7%, podendo alcançar até 3%. A FecomercioSP apostava em elevação de 3%. O Boletim Focus (do mercado financeiro) de 28 de dezembro de 2018 jogou a estimativa para 2,55%. Mas o Oscar vai para José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos, interlocutor frequente de Paulo Guedes, que acreditava em um avanço de 3,5% na atividade econômica em 2019. 

2 – Dólar comercial – R$ 4,01
Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria, projetou dólar no fim de 2019 cotado a R$ 3,75. Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, projetou R$ 3,80. O Boletim Focus estimava em R$ 3,80. O vencedor do Oscar foi o banco Credit Suisse, que acreditava que, com Bolsonaro eleito, o dólar poderia cair para abaixo de R$ 3,50. 

3 – Produção industrial – queda de 1,1%
Para a CNI, a indústria, com expansão de 3%, lideraria o crescimento em 2019. O Boletim Focus, mais radical, estimava que a produção industrial cresceria 3,19%. Os dois dividem o Oscar, pela magnitude do erro.

Não é motivo para ninguém se inibir. Começa o ano, e novas previsões são lançadas, pelos mesmos atores. Sempre se poderá culpar o coronavírus. O índice calculado pelo BC para tentar adivinhar o PIB marcou alta de 0,89% para a economia em 2019. Em 2018 mostrou 1,15% (o PIB oficial, do IBGE, cresceu 1,3%); em 2017, 1,04% (1,3% IBGE); em 2016, queda de 4,34% (-3,3%). Guedes e cia. estão prestes a marcar mais 1 gol contra.

Autor: Marcos de Oliveira, Diário do Centro do Mundo.