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BLOG SINDASPI-SC


16/07/2018 | Notícias Base Pública

Sindaspi/SC e empresas da agricultura acertam prazo de 30 dias para novas negociações sobre o ACT 2018/2019

Em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho nessa quinta-feira, 12, para tratar do pedido de ajuizamento de Dissídio Coletivo referente ao Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019, representantes do Sindaspi/SC e das empresas Epagri, Ceasa e Cidasc estabeleceram prazo de 30 dias em que devem ser realizadas novas reuniões de negociação, em principio diretamente com as direções das empresas e depois com presença do próprio Secretário de Agricultura e da Pesca ou de representante que tenha poder de decisão sobre o assunto.

O objetivo é que até o fim desse prazo o governo apresente resposta às reivindicações da categoria para que até primeira semana de setembro, em nova audiência, já haja uma solução para o impasse. De forma intransigente, os representantes das empresas posicionaram-se contra o ajuizamento do Dissídio, mantiveram a proposta de reajuste zero e disseram não ter poder para negociar naquele momento as demais cláusulas sociais que sequer aumentam gastos do governo. Nem mesmo a cláusula que determina garantia de emprego até abril de 2020 eles aceitaram negociar.

A audiência foi presidida pelo vice-presidente do TRT/SC, Roberto Basilone Leite, e mediada pela procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho de SC, Cinara Graeff, que se mostraram sensíveis às reivindicações dos trabalhadores, reafirmando a importância de manter as cláusulas preexistentes sem mudanças, como exemplo a garantia de emprego, principalmente num momento de grande instabilidade econômica e política.

A assembleia unificada com os sindicatos de trabalhadores nas empresas agrícolas estaduais, realizada em 17 de maio, reprovou proposta do governo e empresas de aplicar reajuste zero aos salários e demais benefícios e iniciou Estado de Greve como forma de pressionar pelo atendimento das reivindicações. E desde aí os Sindicatos aguardam resposta oficial do Executivo e das empresas, apesar de diversas articulações dentro do Poder Legislativo que aprovou inclusive o envio de moções e ofícios solicitando o retorno das negociações e o atendimento do reajuste conforme o INPC.

Os coordenadores do Sindaspi/SC, Daniel Nunes das Neves, Gilmar Espanhol e Robson da Silva, que participaram da audiência junto com os assessores jurídicos Caroline Schwarz Almeida e João Carlos Santin, acreditam que se a categoria abrir mão de qualquer reajuste nesse momento só aumentarão chances de novas perdas salariais nos próximos anos.