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BLOG SINDASPI-SC


30/05/2018 | Publicações Sindaspi-SC

Nota do SINDASPI/SC sobre a greve dos petroleiros e dos caminhoneiros autônomos de maio de 2018

Após o golpe jurídico-institucional e midiático de 2016 que destituiu a Presidenta eleita Dilma Roussef, a situação do povo brasileiro, que já não era das melhores em função da crise internacional provocada pelo capitalismo neoliberal, se agravou profundamente. Uma série de medidas anti-populares e anti-trabalhadores(as) e representação sindical foram editadas e postas em prática pelo ilegítimo presidente, com apoio incondicional e irresponsável da maioria golpista e corrupta do Congresso Nacional em troca de cargos, indicações e dinheiro vindo das grandes corporações norte-americanas que estavam de olho das nossas riquezas naturais, em especial o pré-sal e os minerais sólidos e líquidos.

Aqui em Santa Catarina os reflexos desta política desastrosa desse governo sanguessuga do trabalhador(a) foram imediatos. As perdas salariais contínuas, a precarização da relação de trabalho por meio da implantação arbitrária da “reforma” trabalhista já são parte do cotidiano dos trabalhadores(as) da base pública e privada, e desrespeitam e ameaçam a sua dignidade.

No cenário nacional, uma das medidas mais trágicas foi a política de preços do petróleo atrelada ao preço do dólar internacional, que principalmente retirou da Petrobrás o poder de controlar o mercado interno de combustíveis e derivados e fez elevar os preços finais ao consumidor a patamares insustentáveis. Capitaneada por Pedro Parente, um dos representantes maiores do já conhecido entreguismo tucano, sendo essa política como parte estratégica no processo de privatização da Petrobrás - que começou com a ser desmoralizada por meio da Operação Lava-Jato capitaneada pelo juiz Sergio Moro golpista e por posterior desvalorização na bolsa de valores. Nos últimos dias, a queda no valor das ações foi superior a 9%.

A crise que culminou com a greve dos caminhoneiros autônomos e dos petroleiros tem uma causa bem clara: a opção do governo usurpador em privilegiar os acionistas e as grandes corporações petrolíferas internacionais, ao vender óleo cru e comprar refinado a preço de dólar. Conforme Nota Técnica de maio do Dieese/SC, foram 216 variações de preço da gasolina e do diesel, desde junho de 2016. A capacidade operacional das nossas refinarias estão em 50% (queda de produção de óleo refinado em 30%), comprometendo os empregos dos brasileiros(as) na cadeia do petróleo (chamado conteúdo nacional) e encarecendo os preços finais do gás de cozinha, gasolina e diesel. Estes preços comprometeram em demasia o cotidiano do brasileiro como também do setor de transportes, com destaque para os caminhoneiros autônomos afetando a circulação de mercadorias e bens de consumo.

Para uma categoria de caminhoneiros historicamente dispersa, carente de uma organização forte, sem orientação política clara, campo fértil para o fascismo, o desespero foi o motor da justa paralisação tendo no espontaneismo inicial uma pauta bem simples: redução do preço do diesel e dos pedágios. O empresariado, usando de sua força junto ao trabalhador, acabou por organizar um movimento caracterizado como lockout no País. A postura catastrófica do governo do temeroso na negociação fez com que recrudescesse a resistência, principalmente dos autônomos que, mesmo com a pressão do desabastecimento, da mídia golpista e com o atendimento a todas as reivindicações por parte do governo, decidiram manter a paralisação.

Com o tempo, o movimento tomou proporções maiores e fora de controle. Com a incorporação de pautas moralistas como “fim da corrupção” e pela “intervenção militar” no Brasil, está recebendo apoio de movimentos fascistas-conservadores como MBL, Movimento Vem Pra Rua, que apresentam essas pautas como solução para todos os problemas. Esse governo ilegítimo está em xeque-mate, demonstrando toda a sua incompetência para gerir a coisa pública.

O SINDASPISC apoia os movimentos paredistas dos petroleiros e dos caminhoneiros autônomos que, trabalhadores(as) como nós, vêm sofrendo com os desmandos e aventuras de um governo ilegítimo e anti-popular. Os movimentos popular e sindical devem somar forças a esses trabalhadores(as) que tiveram a coragem de dizer NÃO à política nefasta implantada pelo presidente golpista para superarmos essa pauta moralista que ajudou a afundar ainda mais o nosso Brasil, desde 2014 pós eleição, e para resgatar junto aos trabalhadores(as) a nossa participação na construção de um poder popular.